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Uma “Aurora” no fim dos tempos

Por Paula Thomaz, 13 de Maio de 2013, 09:00:10

parou para imaginar uma vida insegura, em lugares inundados, em busca apenas da sobrevivência? E que esse cenário seria consequência de todo tipo de poluição produzida pelo homem, de desmatamentos de florestas e queima de combustíveis?

Os caminhos e descaminhos da ação humana têm transformado a natureza de maneira violenta. Na trilogia “Exodus”, de Julie Bertagna, essa realidade é real e assustadora e se passa num futuro bem próximo.

Os efeitos do aquecimento global, consequência dessas e de outras ações desumanas ao meio ambiente, e o derretimento das calotas polares, são as premissas desta série.  Em 2100, após a inundação de terras, resultado da elevação do nível do mar, os personagens vivem aventuras extraordinárias rumo a um novo mundo em “Exodus” e “Zenith”, os dois primeiros volumes da trilogia. No enredo distópico de Julie Bertagna, a humanidade esquece-se da vaidade, do luxo, da tecnologia e luta apenas por um lugar para viver a salvo.

 Em “Aurora”, último volume da série, que será lançado este mês pela FAROL,   se passaram 16 anos na trama. Mara, a jovem heroína criada pela autora, não é mais uma menina. Agora ela é mãe de Lily – uma adolescente tão espirituosa quanto a protagonista foi no passado. De olhar curioso e de natureza atrevida, ela se torna peça importante neste terceiro livro.

Os pais de Lily revelaram toda a trajetória de nagevações e batalhas por uma terra segura no mundo, como se fosse uma antiga lenda contada ao da fogueira. Ao descobrir que aquela jornada petrificante foi vivida, de fato, por sua mãe e tantos outros moradores de Candlewood, Lily se emociona e se ainda mais impulsionada em saber a verdade sobre vidas que existem para além do lugar onde vive. Ela quer fazer algo grande e corajoso, algo que vai sobreviver aos anos. Mas nada é tão simples. Não nesta conclusão da saga. Em sua própria aventura, Lily vai se deparar com revelações inimagináveis, viverá situações inesperadas com pessoas e outros seres não exatamente humanos, que antes não passavam de criaturas da imaginação.

Antigos e novos personagens dão fôlego revigorado à trilogia que ainda conta com a figura de Raposo, que não desistiu de sua revolução em busca da igualdade e da justiça para o povo viver em condições mais humanas. Em “Aurora”, ele será surpreendido com revelações que o levarão a novas crenças.

Assustadoramente realística, e cheia de fantasia, a trilogia “Exodus” começou a ser escrita depois que Julie se deparou com a notícia real de que duas ilhas haviam sido inundadas no estado de Kiribati, no Pacífico Sul. Em sua distopia, o aquecimento global pode destruir a vida de mais de 100 milhões de pessoas e início à maior crise de refugiados do mundo. Algo possível, se a ação impensada do homem na destruição da natureza se mantiver.

A leitura desse enredo não respostas sobre o verdadeiro futuro da humanidade, mas pode ser um começo para que gerações atuais repensem seu papel no mundo. Afinal, “palavras e ações de hoje permanecerão como rocha no oceano do tempo para as futuras gerações”, como afirma Raposo aos seus ouvintes com a ajuda de Zenith.


Lançamento

Princesa ao avesso

Por Paula Thomaz, 03 de Maio de 2013, 00:37:51

Para você que gosta de magia, fantasia, e claro, muito romance, a Farol lança agora em MaioA falsa princesa”, de Eilis O’Neal. O  livro  foi nomeado pela Young Adult Library Services Association (YALSA)  - associação das bibliotecas para jovens leitores dos Estados Unidos - para o Prêmio Top Ten para Adolescentes de 2011! \0/

Vejam como é linda a capa que o nosso blog está divulgando em primeira mão para vocês! Em breve vamos falar mais dele por aqui.

Sinopse: Princesa e herdeira do trono de Thorvaldor, Nalia leva uma vida privilegiada na Corte. Mas, logo após seu aniversário de dezesseis anos, ela descobre que é uma falsa princesa e que foi colocada no lugar da verdadeira para protegê-la. Obrigada a deixar o palácio com pouco mais do que suas roupas, a garota, agora chamada de Sinda, terá de abandonar a cidade, seu melhor amigo, Kiernan, e a única vida que ela conhecia.

Enviada para viver com a tia no interior, Sinda não se mostra capaz de executar nem a mais simples tarefa. Mas, para sua surpresa, ela descobre que uma intensa e perigosa magia corre por suas veias, e que ela jamais será apenas uma humilde camponesa.

Sinda retorna à cidade em busca de respostas. Reencontra o garoto que se recusou a abandoná-la e desvenda segredos que podem mudar a história de Thorvaldor para sempre.

Com uma trama surpreendente e uma aventura de tirar o fôlego, A falsa princesa é um grande romance de fantasia e uma história que encantará os leitores.

Sobre a autora: Eilis O’Neal começou a escrever quando era criança. Ela teve seus contos de fantasia publicados em jornais impressos e on-line, e é gerente editorial da revista de literatura Nimrod International Journal. Eilis vive em Tulsa, Oklahoma, com seu marido, Matt, e seus dois cachorros, Nemo e Zuul. A falsa princesa é seu primeiro romance. Conheça também o site da autora: www.eilisoneal.com

 


Está todo mundo querendo saber que trama é essa, tão envolvente, que está cativando leitores brasileiros que adoram distopia. Sua criadora faz parte de uma geração de escritores de literatura para jovens, conhecida fora como  Young Adult (YA). A cada novo lançamento o gênero conquista mais e mais leitores. Para tentar desvendar o que está por traz do enredo de “Reiniciados”, um dos mais esperados lançamentos de YA deste ano da Farol Literário, convidamos alguns blogueiros literários, nossos leitores parceiros, para entrevistar a autora.  

Teri Terry, cujo nome e sobrenome têm a mesma pronúncia, como ela explica aqui nesta entrevista com os blogueiros, fala da singularidade da narrativa de “Reiniciados”, de sua pesquisa para a escrita e sobre a possibilidade de reiniciar pessoas em nossa sociedade. Você vai ler perguntas de Luciara Silva, do Leituras e Devaneios; da Brenda Lorrayne, que resenha para o blog Catavento de Ideias; do estudante Guilherme Cepeda, do Burn Bookda blogueira do Arquivo Passional, Elis Culceag; da blogueira carioca Kel Costa, que escreve no It Cultura. Também participam com curiosidades Juliana Utuyama, da página Up!Brasil; e por fim, Yasmin Carli, que planta sementes em forma de letras no Cultivando a Leitura. Confira o resultado aqui:

Catavento de IdeiasEm um ambiente literário recheados de distopias, “Reiniciados” tem uma premissa de enredo bastante singular. Como funcionou seu processo de criação do livro?
TT –
“Reiniciados” começou com um sonho que tive – de uma garota correndo, apavorada, em uma praia.  Acordei muito cedo depois de ter este sonho e escrevi antes  de estar  realmente acordada, e assim continuei escrevendo. A história cresceu a partir do sonho, por isso não foi uma escolha consciente seguir  nessa direção. No entanto, existem muitos temas na história que me fascinam como: a identidade e o que faz com que  sejamos o quem somos; o que faz de alguém um criminoso violento - algo dentro deles, ou a forma como eles foram criados e as experiências que tiveram.

Burn Book -  Você pensa que esse conceito de "Reiniciados" poderia ser aplicado na sociedade atual, nos modelos de terroristas e afins que nem é  falado no livro?
TTO que faz de um romance distópico interessante, na minha opiniãoé quando você pode ver que o que está acontecendo de errado na sociedade é algo também atraenteÉ fácil ver como uma solução como a de Reiniciados tem apelo, especialmente quando aplicada aos criminosos muito jovens ou terroristas. Ninguém quer prender um adolescente de 14 anos para o resto de sua vida, mas e se pela gravidade  do crime não fosse seguro libertá-lo? “Reiniciados” uma solução que faz as pessoas se sentirem seguras, e uma segunda chance para jovens infratores. Mas olhando de outro ponto de vista, se uma pessoa é a soma de suas experiências e memórias, reiniciá-las não seria como matá-las? Seu corpo pode viver, mas o que fez eles serem quem eram foi levado embora. Como isso pode ser uma punição justificável? Então a minha resposta é: eu posso ver o apelo de reiniciar uma pessoa, mas eu espero que isso nunca aconteça de fato.

Cultivando a leitura e Arquivo PassionalComo foi a sua pesquisa para compor a personagem Kyla? Você deve ter tido de ir à fundo para construir as nuances da memória e da sua perda. Você conversou com pessoas que perderam a memória ou com médicos especializados nesta área da medicina?
TT
Eu sempre me interessei pela psicologia da mente e pelas teorias da neurociência. Estudos recentes, feitos com ratos, mostram que neurônios específicos no cérebro, quando estimulado, incitam certas memórias. Com meus anos de graduação em ciências, eu fiz uma série de cursos de psicologia, e mais tarde em outros cursos estudei a estrutura e função cerebral. Além disso, eu confiei em pesquisa na internet e em minha imaginação.

AP – Na história, Kyla está cercada de pessoas que acompanham sua reintegração à sociedade como uma "reiniciada": médicos, professores, psicólogos e a nova família, mas ela não consegue confiar em ninguém. Essa situação tem paralelo com a nossa realidade atual?
TT –
Eu não tenho em mente nenhuma situação real na construção dessas personagens ou fatos, embora sejauma coisa lamentável que às vezes as pessoas que deveriam proteger os jovens - sua própria família, igreja, escola ou comunidade - são, por vezes, os que mais os prejudicam. Como escritora, o que mais me fascinou foi criar personagens multifacetados, que não são apenas bons ou ruins, mas que, na verdade, são mais parecidos com pessoas reais.

Up! Brasil – Teri, li que você detesta brócolis e gosta de gatos. A protagonista também possui essas características. O que mais Kyla tem em comum com você? 
TT Além de odiar brócolis e gostar de gatos, eu não acho que Kyla e eu temos muito em comum: ela tem personalidade própria, e é muito mais corajosa do que eu. Apesar de que somos boas dizendo coisas que não deveríamos em certas ocasiões.

It Cultura – Quais são ou foram suas influências literárias?
TT – Quando eu era adolescente os meus livros favoritos foram, “O Senhor dos Anéis”, do Tolkien, livros de Anne McCaffrey Pern, e tudo de ficção científica ou fantasia. Eu li muito quando era criança. Levava cestos cheios de livros da biblioteca a cada semana. Agora leio principalmente YA e romances para mais jovens ou livros adultos ocasionalmente. Eu leio YA, em parte, porque é sobre o que eu escrevo, e eu preciso ter uma ideia do que funciona e o que não funciona no que está sendo publicado  hoje. Mas eu leio YA principalmente porque eu amo. É um tipo de livro que assume riscos e não é definido por categorias como acontece com a literatura para adultos. Minhas leituras recentes que amei são, novamente,  ficção científica / fantasia / ficção especulativa, mas eu tento de tudo um pouco. Meus favoritos “Ultraviolet and Quicksilver”, de RJ Anderson; “The Adoration”, de Jenna Fox;“Unwind”, de Neal Shusterman e muitos outros.Há tantas publicações interessantes de YA.

Farol – Onde você estava antes de “Reiniciados”? Por que você estava escondendo ele de nós? É simplesmente incrível o seu livro!
 TT – 
Muito obrigada! Eu não o estava escondendo. Eu tenho escrito há anos e tentava  publicá-lo.  Eu também tinha uma longa lista de trabalhos diferentes ao longo do caminho: tenho sido advogada, no Canadá; optometrista na Austrália, e no Reino Unido eu tenho trabalhado para uma instituição de caridade, em escolas e bibliotecas. Agora escrevo em tempo integral.

Leituras e Devaneios – Teri, você tem alguma rotina para escrever? Algum horário em específico?
Teri Terry
– Eu adoro escrever pela manhã bem cedinho: na cama com meu laptop e um copo de chá antes de acordar de verdade, com música baixinha ligada na casa bem silenciosa. Se isso as coisas estiverem dessa maneira todas as manhãs eu escrevo desde às seis ou sete da manhã até uma ou duas da tarde. Nas tardes de verão eu escrevo na casa de veraneio, no jardim, mas eu nunca escrevo bem à tarde. Eu geralmente uso esse tempo para editar textos.

Leituras e Devaneios – Como foi sua formação como leitora, como você foi apresentada aos livros? Lembra-se do primeiro livro que leu?
TT –
Na casa dos meus pais sempre havia livros por todos os lados, eu sempre gostei de histórias desde muito cedo. Eu não me lembro do primeiro livro que li, mas um de que me lembro de ter lido e relido várias vezes é “Milhões de Gatos”, de Wanda Gag. Eu costumava pegar emprestado na biblioteca uma grande cesta com livros.

Farol – Teri,a pronúncia de seu nome e sobrenome é a mesma? Como ele surgiu?
 TT –
Elessão pronunciados da mesma forma e isso confunde as pessoas  algumas vezes, como quando marco uma reunião. Meu nome é Teresa, mas eu sempre fui chamada de Teri. Quando me casei, o sobrenome do meu marido era Terry, então eu me tornei Teri Terry!

CI – Com os direitos de filmagem já vendidos, fica a enorme expectativa para a escolha dos atores. Mesmo que não seja escolhida, alguma atriz em particular deixaria você satisfeita no papel de Kyla?
TT – “Reiniciados” teve seus direitos de filmagem comprados pela Prescience, então eu espero que o filme saia em breve. É muito difícil para mim escolher uma atriz para o papel de Kyla, porque, Kyla é uma pessoa real: eu sei exatamente como ela é, e sua aparência. Sendo assim, ninguém poderia colocar uma imagem diferente na minha cabeça. Vou ter de deixar a escolha do elenco para os especialistas.

Farol – O livro éfinalista de vários  prêmios literários e chegou a ganhar alguns. Você imaginou que isso poderia acontecer com o seu primeiro romance publicado? Imagino como é importante para você, pois é o seu romance 9º, mas o primeiro a ser publicado.
 TT –
É claro que quandoseu primeiro livro é publicado você espera estar entre finalistas de prêmios literários, mas essas coisas estão fora de seu controle. Eu tento não pensar muito sobre isso. É muito perturbador  tentar escrever o próximo livro focando no sucesso do primeiro.

UB – Depois que o terceiro livro for lançado, você já tem outros projetos em mente? Pretende continuar no gênero da distopia?
TT – Eu ainda não sei o que vai acontecer,tenho muitas ideiais e estou pensando nelas. Não necessariamente em distopia, embora seja seguro dizer que (ainda que não esteja definido se vai se passar no futuro)  será um thriller. Eu amo escrever enredos  sinuosos com momentos de tensão.


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Hamlet a partir de frases imortais

Por Paula Thomaz, 11 de Abril de 2013, 16:59:25

Sabe aquelas frases que entram na cabeça sem que a gente perceba e que soltamos como se fossem nossas: “estar pronto é tudo”. “Ser ou não ser, eis a questão”... Na verdade, elas fazem parte de uma das maiores histórias da literatura mundial, “Hamlet”, de William Shakespeare, e acabaram fazendo parte da cultura popular dada sua importância.

Essas e outras frases famosas de Hamlet são tema do curso “Hamlet contado a partir de frases imortais”, que será ministrado por Bruno Salerno Rodrigues, autor da adaptação desse clássico para os quadrinhos da Farol HQ.

Os participantes vão conhecer a história a partir de frases, colocando-as para discussão fora e dentro de seus contextos.  O autor contará, também, como é o trabalho de tradução e adaptação de um original, em inglês antigo e em forma de peça teatral, para um roteiro de quadrinhos em português do Brasil contemporâneo.

Se você ainda não conseguiu encarar um clássicos como Hamlet, vai poder ler esta versão para o quadrinhos com a qualidade do texto original, mas com uma leitura mais leve – e acompanhada por desenhos incríveis de Sam Hart!

Quer participar? Anote aí:

Curso: Hamlet contado a partir de frases imortais com Bruno S.R.
Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, Av. Nações Unidas, 4777, São Paulo
Duração: 2 horas

Mais informações no site da Livraria

Leia também:
A cor da vingança


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"Reiniciados" em pré-venda

Por Paula Thomaz, 05 de Abril de 2013, 16:35:05

“Reiniciados”, de Teri Terry, que tem lançamento previsto para 20 de abril, está disponível em pré-venda no site da Livraria Cultura \0/. Por você pode garantir o seu exemplar, antes que acabe! “Reiniciados” é um dos lançamentos mais esperados deste ano! Confira em: http://www.livrariacultura.com.br/Produto/LIVRO/REINICIADOS/42090659

Sinopse: As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada.

 Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?

Divulgamos também o 1º capítulo do livro. Para ler, clique aqui.

Leia também:

Geração vigiada
O começo de "Reiniciados"


 


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