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Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Carlo Drummond de Andrade: Profundos, densos e extremamente reflexivos. Essas é a mais comum forma que ele, Carlos Drummond de Andrade, encontrou para traduzir o seu mundo em seus valiosíssimos poemas. Sua técnica e linguagem culta os deixam extremamente sofisticado. Não é difícil encontrar pessoas que para ler e entender Carlos Drummond de Andrade estejam acompanhadas de um bom dicionário.

Muitos dos poemas de Carlo Drummond de Andrade fazem referências a outras literaturas e cultura, logo eles exigem um pouco da experiência do leitor para uma melhor compreensão.

Um caso peculiar que chama atenção sobre Carlos Drummond de Andrade é sua escultura na praia de Copacabana. O monumento constantemente é depredado visando furtar o par de óculos do autor. A prefeitura municipal repôs o objeto tantas vezes, ao menos mais de uma dezena, que já desistiu de reintroduzi-los a escultura. Porém, o resto da homenagem ao grande escritor Carlo Drummond de Andrade parece estar imune ao vandalismo e tem muita simpatia por parte de quem passa pelo local.

A biografia de Carlo Drummond de Andrade

A biografia de Carlos Drummond de Andrade se tem início no último dia do mês de Outubro do ano de 1902. Isso mesmo, o poeta escorpiano nasceu no Halloween. E foi na pequena cidade de Itabira, no interior de Minas Gerais, que a biografia de Carlos Drummond de Andrade teve seu ponto de partida. Aindo jovem, o poeta transferiu-se para a capital mineira, Belo Horizonte, onde concluiu uma parcela de seus estudos elementares, já a outra parcela foi concluída em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro.

A biografia de Carlos Drummond de Andrade tem sequência com sua graduação, fugindo do padrão de escritores ele não ingressou num curso letras ou direito, mas sim farmácia. Iniciou seu curso superior na Universidade Federal de Minas Gerais. E foi por lá que ele começou a atuar com os movimentos artísticos. Segundo a biografia de Carlos Drummond de Andrade, o escritor foi idealizador de um periódico na instituição de ensino superior que visava propagar os ideais modernistas, que estavam ganhando muita força na primeira metade do século XX.

A história de Carlos Drummond de Andrade

A história de Carlos Drummond de Andrade nos conta que o poeta casou-se muito jovem, aos vinte e cinco anos de idade. Sua cônjuge foi Dolores D. de Moraes, e com ela teve dois filhos, Maria J.D. de Andrade, que seguiria a pai levaria uma vida como escritora, e Carlos Flávio, que infelizmente não viveu por mais de trinta minutos. Conta a história de Carlos Drummond de Andrade que essa tragédia com o filho fez com que o poeta escrevesse o poema “O que viveu meia hora” para homenageá-lo.

Onde Carlos Drummond de Andrade nasceu?

Carlos Drummond de Andrade é uma jóia que o município de Itabira tem o prazer de encher a boca para dizer, é originário daqui.

Onde Carlos Drummond de Andrade estudou?

Carlos Drummond de Andrade estudou farmácia na Universidade Federal de Minas Gerais, seus estudos anteriores ao superior se deu em um colégio jesuíta de Nova Friburgo.

Onde Carlos Drummond de Andrade morreu?

Em Agosto do ano de 1987 o genial Carlos Drummond de Andrade faleceu, na cidade do Rio de Janeiro.

Diz a história de Carlos Drummond de Andrade que o escritor exerceu cargos públicos de forma majoritária ao longo de sua vida, paralelamente ele elaborava seus grandiosos poemas. E até os últimos instantes de sua vida ele seguiu ao lado dos poemas. Tanto que uma coletânea de poemas formaram um livro póstumo. Segundo a história de Carlos Drummond de Andrade, ele faleceu no Rio de Janeiro, próximo de completar 85 anos de idade.

As características de Carlos Drummond de Andrade

Muito por causa do período em que viveu, algumas características do autor derivam do estilo modernista. Carlos Drummond de Andrade esteve presente nas três fases do modernismo. Sua linguagem é coloquial, ele usa de métricas. Suas angústias e questões sobre a existência estão presentes nos compilados de poemas, seus sentimentos sempre são expressos neles e o jogo de contrastes de palavras sempre auxilia na tradução dele. Este jogo, inclusive, é perceptível no título de uma de suas maiores obras “Claro Enigma”, cujo próprio título é uma figura de linguagem chamada oxímoro, que deriva de um paradoxo, outra figura de linguagem que trabalho com oposição de idéias. Muitos de seus poemas exigem conhecimentos externos para que possam ser compreendidos em sua totalidade, por exemplo, no primeiro capítulo, entre lobo e cão, do livro acima citado são feitas referências a entidades da mitologia grega e da literatura alemã. Isso torna sua obra rica em detalhes e gera enorme prazer quando se compreende as nuances de seu poema.

Os livros de Carlos Drummond de Andrade

Os livros de Carlos Drummond de Andrade são um prato cheio para quem necessita ler e gastar algum tempo digerindo o conteúdo. Muitos deles trazem poemas de compreensão não muito direta, o que os torna ideais para estarem presentes em listas de leituras obrigatórias de vestibulares por todo o Brasil. Dentre os livros de Carlos Drummond de Andrade “A Rosa do Povo” é um dos mais populares, ele foi escrito durante as atrocidades da segunda guerra mundial, mas os temas são bem variados, embora haja uma porção considerável de críticas ao longo dele. O livro possui 55 poemas, o que o torna o mais extenso do autor quando se trata de poemas.

Outro entre os livros de Carlos Drummond de Andrade é “Sentimento do Mundo”, esse livro é do início da década de quarenta e é bem reflexivo. Mostra um pouco da angústia do poeta em relação ao mundo em que vive e as discussões reflexivas de ser menor, igual ou maior que o mundo. Por fim, o último livro citado é “Claro Enigma”, dos citados é o último a ser confeccionado, o que trás mais experiência de vida, por parte do autor. Publicado a primeira vez em 1951, ele possui um pouco mais de quatro dezenas de poemas, dispersos em seis capítulos. Ele também é o mais complexo dos livros citados e dentro dele é possível encontrar o poema “A máquina do Mundo”, que já foi eleito o melhor poema brasileiro de todos os tempos. Os livros de Carlos Drummond de Andrade não se resumem a coletâneas de poemas, porém é quase inquestionável que elas são o melhor do autor.

Os poemas de Carlos Drummond de Andrade

Entre os poemas de Carlos Drummond de Andrade iremos começar com um bem animado, que é “Quadrilha”, o poema é de fácil compreensão e muito bem humorado aborda um caso do cotidiano que parece transcender o tempo. Um conjunto de pessoas onde cada um não compartilha reciprocamente do sentimento de seu antecessor no poema, e não é correspondido pelo seu sucessor. Sendo que no final uma única pessoa que não amava ninguém é a única a se casar. Por ser tão comum a situação, muitos se identificam com a comicidade do poema. Um bem popular entre os poemas de Carlos Drummond de Andrade é “No meio do caminho” que consegue simultaneamente ser simples e confuso, ele é o mais popular dos poemas do escritor.

Outro entre os poemas de Carlos Drummond de Andrade que desfruta de muita popularidade é “José”, que expressa a angústia e incerteza do eu lírico e faz, muitas vezes, o leitor passar por uma auto reflexão sobre seus sentimentos. Incerteza e angústia eram sentimentos muito presentes no período de confecção do poema, a segunda grande guerra. Para finalizar os poemas de Carlos Drummond de Andrade citados, iremos comentar sobre “A máquina do mundo”, que por críticos, foi selecionado como o melhor poema brasileiro. Feito numa estrutura clássica decassílaba, o poema faz referências a grande obra de Camões. Nele, o autor retoma a idéia de o mundo ser uma máquina, que oferece todas as resposta ao poeta, que recusa, de forma até irônica, mesmo sabendo que a vida toda a unica coisa que fez foi procurar por respostas. Este poema é o penúltimo do livro “Claro Enigma”, e está no capítulo de mesmo nome.

As crônicas de Carlos Drummond de Andrade

As crônicas são textos curtos, simples e de temas que presentes no cotidiano. As crônica, de forma geral, aparecem em periódicos, revistas e blogs. Carlos Drummond de Andrade fez muitas, para jornais. Porém, uma se destaca, “Ciao”, publicada no vigésimo nono dia de Setembro do mês de 1984, ele foi a última crônica de Carlos. Com um título bem intuitivo e um corpo que trás um pouco de sua própria história e tudo que presenciou, ele se despede daqueles que apreciam seu trabalho como cronista. Foi impressa pelo Jornal do Brasil, e traz uma carga emocional e nostálgica justamente por se auto anunciar como última crônica do poeta.

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