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Gonçalves Dias

Gonçalves Dias

Gonçalves Dias: Ele é o responsável pelo poema brasileiro mais parafraseado de todos os tempos, “A canção do exílio”, que serve para memorizar fórmulas matemáticas assim como para satirizar outras diversas situações. Gonçalves Dias foi um integrante do movimento romântico brasileiro, compôs poemas que exaltavam sua nação, e valorizava o que era nativo. Essa sua valorização patriótica fez com que ele desenvolvesse estudos sobre línguas indígenas nativas e até mesmo o folclore nacional.

Todo esse seu empenho em valorizar o Brasil a qualquer custo fez com que Gonçalves Dias recebesse o título de “Poeta Nacional”, que modéstia a parte lhe cai muito bem.

Além de ser um talentoso escritor, Gonçalves Dias exerceu outros ofícios ao longo de sua vida. Áreas como a advocacia, o jornalismo, a etnografia e até mesmo a teatrologia tiveram o privilégio de contar com Gonçalves Dias durante um período tempo. Porém, mesmo que ele tenha exercido inúmeras funções, é quase impossível dissociá-lo da literatura, pois cerca de 200 anos após seu nascimento ele ainda é lembrado pelos textos.

A biografia de Gonçalves Dias

De um ponto de vista temporal, a biografia de Gonçalves Dias tem início no ano de 1823, o leonino nasceu no décimo dia do mês de Agosto. E pelos próximos 41 anos teceria uma exaltante história. Já partindo de uma visão geográfica, a biografia de Gonçalves Dias teve como início a cidade de Caxias, que se encontra no estado do Maranhão. Para ser mais preciso, o maranhense é originário do sítio Boa Vista, que se localiza nos arredores de Caxias.

A biografia de Gonçalves Dias diz que ele foi fruto de “uma paixão proibida”. Seu pai que era um comerciante de origem portuguesa envolveu-se em um relacionamento com uma mulher mestiça (que é o nome dado a miscigenação de indígenas com africanos), e nada mais brasileiro poderia sair dessa mistura. Durante a sua juventude, segundo a biografia de Gonçalves Dias, ele começou a trabalhar com seu pai, que viria a falecer em 1837.

A história de Gonçalves Dias

A história de Gonçalves Dias nos conta que o escritor frequentou o ensino particular, onde pode aprender línguas estrangeiras como o francês e suas matrizes, como o latim. Assim como teve contato com outras ciências tal qual a filosofia. Mas seus estudos primários e secundários não se limitaram ao Brasil, de acordo com a história de Gonçalves Dias, ele passou um período estudando em Cuba e posteriormente os finalizaria em Portugal, que compartilha da mesma língua pátria do escritor

Onde Gonçalves Dias nasceu?

Gonçalves Dias foi originário da “Província do Maranhão”, pois em sua data de nascimento o Brasil ainda era um império.

Onde Gonçalves Dias foi exilado?

Seu exílio era muito mais emocional, o autor se encontrava em Portugal, longe de sua pátria quando fez o seu mais famoso poema.

Onde Gonçalves Dias morreu?

O poeta Gonçalves Dias veio a óbito no município de Guimarães, que se encontra hoje no estado do Maranhão.

Segundo a história de Gonçalves Dias, seus estudos de nível superior aconteceram em Portugal, onde cursou direito na faculdade de Coimbra, a mais tradicional do país. Lá ele teve um contato mais íntimo com o romantismo, e sua distância do Brasil o inspirou a fazer a canção do exílio, que causou muita polêmica na época, principalmente por colocar elementos brasileiros acima dos portugueses. No seu retorno, conheceu Ana Amélia Vale, que não tornaria-se sua esposa por causa da resistência da família em relação às origens étnicas do escritor, mas não deixaria de ser musa de inspiração, como conta a história de Gonçalves Dias. No Brasil ele ainda torna-se professor no colégio em que estudou e fundaria uma revista.

O romantismo de Gonçalves Dias

O romantismo de Gonçalves Dias se caracteriza muito pela exaltação do Brasil e seu nacionalismo. Durante sua passagem pelo velho continente, ele teve contato com a obra de grandes escritores da língua portuguesa, como: Antônio Castilho, o escritor Almeida Garrett e o famosíssimo poeta e jornalista Alexandre Herculano. O poeta nacional pode ser considerado ao lado de José de Alencar os grande romancistas indianistas que o país teve, a grande divergência entre ele é o formato de textos, enquanto um escrevia prosas o outro elaborava poemas. O apelo por referências indianistas é uma característica comum a ambos.

As obras de Gonçalves Dias

As obras de Gonçalves Dias compõem um vasto acerto, dentre elas é possível encontrar livros publicados em vida, assim como materiais póstumos. Existem entre as obras de Gonçalves Dias, algumas peças de teatro, romances e até mesmo um dicionário tupi. Ele possui algumas obras etnográficas que são compostas de críticas, todavia não é novidade para ninguém que os mais valiosos de seus trabalhos são suas poesias, sendo que algumas contém vocábulos tupi, que podem ser encontrados em seu dicionário. Ou seja, barba, cabelo e bigode feitos pelo poeta.

As obras de Gonçalves Dias que primeiro foram publicadas foram “Os primeiros Cantos”, que tiveram seu lançamento em 1846, na cidade do Rio de Janeiro. Porém, sua mais célebre obra foi “Os Timbiras”, que curiosamente foi anunciado cerca de uma década antes de seu lançamento. Ele é uma espécie de epopéia que representa heroicamente o Brasil, assim como Os Lusíadas faz com Portugal. O grande poema possui um ritmo que agrega musicalidade à obra, e está dividido em 4 cantos. Como livros certamente é a maior entre as obras de Gonçalves Dias.

Os Poemas de Gonçalves Dias

Os poemas de Gonçalves Dias é a nata, o auge de sua carreira como escritor. Tanto que por outros escritores ele era chamado de o poeta nacionalista. De uma forma geral, seus poemas pertencem ao romantismo, eles exaltam a natureza brasileira, assim como suas características. Entre os poemas de Gonçalves Dias existem os indianistas, que colocam o índio brasileiro numa posição de herói, de forma análoga a que os romancistas europeus classificavam os cavaleiros medievais.

Entre os poemas de Gonçalves Dias, I-Juca-Pirama é considerado o mais elaborado, embora não seja o mais famoso. Nele há mais de 480 verso, divididos em cinco, dez ou onze sílabas cada verso. Esses versos contam a história de um bravo guerreiro tupi, que acaba por ser derrotado e será sacrificado por seus inimigos. Mas ao invés de contar seus atos, ele pede para poder cuidar de seu pai, que sobreviveu a guerra. Ele pode cuidar do pai, mas perde a honra, e o guerreiro vai recuperá-la. Esse é um entre os poemas de Gonçalves Dias que possui temática indianista.

A canção do exílio de Gonçalves Dias

A canção do exílio é o mais famoso de Gonçalves Dias. Ele foi muito polêmico quando lançado, que causou até um certo atrito entre brasileiros e portugueses, uma vez que o poema coloca todos os atributos tupiniquins acima dos lusitanos; como: o céu que é mais estrelado, campos mais floridos e vidas mais amorosas. Até o sabia brasileiro canta melhor, para o poeta (uma curiosidade é que o sabiá da palmeira não é uma ave canora.). Ela também se popularizou graças às inúmeras paródias e adaptações que ela adquiriu com o tempo, desde músicas para memorizar fórmulas trigonométricas até versões satíricas. A canção do exílio é referenciada até mesmo no hino nacional brasileiro, e talvez seja o poema nacional mais popular.

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